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Depois da queda... (e não é a da bolsa)
Pois é, parece ridículo, mas é a mais pura verdade. Caí, um tombo bobo e feio, e quebrei o cotovelo. Nunca tinha quebrado nenhum osso. Como diz o meu cunhado Taiguara não vou mais poder me vangloriar disso. Estava sozinho, tinha acabado de sair de um bar com uns amigos, procurava um táxi quando uma corrente me achou primeiro. Poderia ter inventado uma história de cinema qualquer, tipo assim: 1)Estava voltando pra casa, de longe vejo uma cena meio estranha, uma mulher tenta se soltar de um homem que tenta agarrá-la a força, vejo a cena mais de perto e percebo que é uma tentativa de violação. Chego perto sem que o safado veja, dou-lhe um soco na nuca, ele cai e a moça, ainda em prantos, começa a agradecer-me. O que não imaginávamos é que o estuprador não estava só, tinha um comparsa, ele veio em nossa direção, a luta foi violenta, socos e chutes para todos os lados. A polícia chega, penso que a luta está terminada, vou ajudar à moça que ainda está caída chorando e o bandido, ignorando a polícia empurra-me e eu caiu por cima do braço, quebrando o cotovelo. 2) Estou eu voltando para casa, quando ouço gritos, não vejo ninguém, era madrugada, São Paulo vazia, os gritos de ajuda não cessavam. Chego próximo ao lugar dos gritos que agora não passam de pequenos murmúrios. Vejo que há um buraco no chão, desses feitos por companhias de concessão pública, e uma senhora, grande, gorda está lá, caída. Ela me vê e pede ajuda. O buraco tem uns 2 metros de profundidade e mais ou menos 1 metro de diâmetro, tento sair para chamar ajuda, mas Antônia, esse é o nome da senhora presa no buraco, me pede que eu a ajude, tentamos começar a remoção (não sei se esse o verbo mais bonito para mostrar o que acontecia, mas a imagem era bem essa mesma, a de uma remoção). Comecei a ajudar Antônia dei a mão à ela que me estende a sua. Quando já estava quase conseguindo, ela escorrega e puxa meu braço para baixo. Os ligamentos do cotovelo não aguentam o tranco e sofro uma luxação com pequena fratura. 3) Quase uma hora da manhã de sábado, saio de um bar no qual conversava com alguns amigos, na hora de ir embora vai cada um para um lado, vou em procura de um táxi. Numa praça próximo ao metrô 4 caras bem mal encarados tentam me roubar. Resisto ao assalto, mas durante o grandioso embate, vou ao chão, caindo de mau jeito e luxando o cotovelo, os covardes fogem sem nada levar, mas fico lá caído, me levanto e vou andando até o hospital mais perto segurando o braço que dói muito. Como percebe-se aqui, muitas vezes podemos mudar a realidade a nosso modo e nem sempre as coisas ficam melhores, ou seja no final, independente da história o braço ta quebrado. Com valentia ou sem ela, com sorte ou não resultado foi o mesmo. E a dor ainda levemente continua. Se tiver outras sugestões de histórias e só enviar.
Escrito por Marcos Maurício às 10h11
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